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Garotinho já tirou Neném e Miguelito da bancada “independente”

Os vereadores “independentes” se reuniram novamente com o deputado federal Anthony Garotinho (PR). A reunião de hoje (30), que novamente ocorreu na sede da Prefeitura, foi marcada por reviravoltas. Como o blog antecipou ontem (aqui), foi confirmada a saída do vereador Miguelito (PP). Ele teria sido presenteado com a secretaria de Trabalho e Renda. Outro que correu do bloco “independente” foi o vereador Neném (PTB), que estaria bem próximo de assumir o comando da Fundação Municipal de Esportes.

Próximos passos - Ao que tudo indica, Garotinho está bem próximo de conseguir mais um vereador e reeleger o atual presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB). Mas quem conhece o deputado sabe que, mesmo após a vitória, ele não vai esquecer o episódio. Os nomes que pularam de volta em troca de secretarias serão eliminados na primeira oportunidade. Com o livro “A Arte da Guerra”  debaixo do braço, Garotinho sabe que o próximo passo é aniquilar os “soldados mercenários”.

Fala que eu não te escuto – A Igreja Universal e a TV Record teriam entrado em cena após um pedido de Garotinho. O objetivo era tirar os vereadores Alexandre Tadeu (PRB) e Dayvison Miranda (PRB) da bancada “independente”. Porém, até agora, eles continuam firmes.

Jogo pesado - A queda de braço com os “independentes” que ainda resistem não conta apenas com os personagens locais. Nomes fortes ligados ao governo do estado, que controlam muitos partidos dos vereadores de Campos, já entraram em cena e prometem dar as cartas. “Os diretórios estaduais vão agir com firmeza. Quem quiser caminhar com o político mais rejeitado do estado vai ter que sair do partido e correr riscos”, avisa um forte articulador que acompanha de perto os movimentos em Campos.

Como a Câmara está dividida: 

Bloco dos “Independentes” (9 vereadores)  - Genásio (PSC), Jorge Magal (PR), Gil Vianna (PR), Albertinho (Pros), Alexandre Tadeu (PRB), Dayvison Miranda (PRB), Thiago Virgílio (PTC), José Carlos (PSDC) e Álvaro César (PMN).

Bloco Governista (12 vereadores) - Edson Batista (PTB), Paulo Hirano (PR), Mauro Silva (PT do B), Auxiliadora Freitas (PHS), Abdu Neme (PR), Kellinho (PR), Ozéias (PTC), Dona Penha (DEM), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Altamir Bárbara (PSB), Neném (PTB) e Miguelito (PP).

Bancada de Oposição (4 vereadores) – Rafael Diniz (PPS), Nildo Cardoso (PMDB), Fred Machado (SDD) e Marcão (PT).

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Prefeitura garante: “não existe rombo de R$ 600 milhões”

Na última segunda-feira (27) o jornal online Terceira Via publicou matéria informando que “menos de um mês após a eleição que derrotou o candidato ao Governo do Estado Anthony Garotinho, Campos experimenta o mesmo momento turbulento que viveu o ex-governador depois que recebeu o resultado da apuração dos votos no dia 5 de outubro. Segundo informações de fontes ligadas à Secretaria de Governo, do início da campanha eleitoral deste ano até agora foram gastos mais de R$ 600 milhões dos cofres da Prefeitura de Campos – dinheiro público usado na campanha do ex-candidato. Coincidência ou não, pequenas, médias e grandes empresas instaladas na cidade – e que prestam serviços à prefeitura – estão fechando as portas ou tomando empréstimos bancários porque não receberam os repasses que lhes eram devidos”.

Ontem (29), dois dias depois, a Prefeitura divulgou nota informando que a matéria é “leviana, inverídica e sem comprovação jurídica”. De acordo com a nota, a Prefeitura vai “interpelar juridicamente os autores da reportagem para que iformem suas fontes ou para que apresentem provas”.

Sobre as  pendências com os fornecedores, a Prefeitura informa que a culpa é do “dos atrasos dos repasses dos royalties do petróleo”. Confira a nota:

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Concurso da Câmara: uma novela previsível

Em janeiro de 2013 publiquei um artigo na Folha intitulado “Quem quer anular o concurso da Câmara?” (aqui). Na ocasião, comentei que, em política, o mais importante não é o que dizem. As verdades estão cuidadosamente escondidas entre palavras, atitudes, gestos e, principalmente, silêncios. Afirmei que toda polêmica envolvendo a gestão passada e a atual ia muito além de supostos “erros grosseiros” e  troca de farpas entre adversários que eram aliados e aliados que se transformaram em adversários.

No artigo de 2013 previ duas jogadas do tabuleiro político: “O grupo governista vai apontar falhas do ex-presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim, com o seguinte objetivo: anular o concurso realizado durante a gestão dele. Mas o que ganharia o grupo de Garotinho com a anulação do concurso? Para eles, seria uma forma de atingir dois alvos com apenas um disparo. Além de desgastar Nahim, a ideia é barrar a entrada do advogado José Paes Neto, que passou em primeiro lugar. Para quem não se lembra, José Paes é o autor da ação popular que barrou as terceirizações do Reda em agosto do ano passado. Na época, o governo municipal, através de nota oficial e de manifestações individuais de seus membros – inclusive de Garotinho, proferiu uma série de ataques ao advogado. Agora, alguns meses depois, é hora de mostrar quem tem o poder nas mãos”.

Jogadas de 2013 — Sem conseguir anular o Concurso, as peças foram posicionadas da seguinte forma: O vereador Thiago Virgílio (PTC) iniciou uma investigação da gestão de Nahim e a Câmara, presidida por Edson Batista (PTB), desclassificou José Paes Neto (1º colocado), com a alegação de que ele não entregou todos os documentos solicitados.

Jogada de 2014 – Para demonstrar que não estava “dormindo”, a Câmara criou em janeiro deste ano (aqui) um Grupo de Trabalho para apurar a situação dos aprovados que foram desclassificados do concurso da Casa. Muitos meses se passaram e a novela foi se arrastando com capítulos repetitivos. Os governistas que dominavam o grupo decidiram, mais uma vez, que a culpa era dos concursados e da gestão passada. Já a oposição, que também fazia parte do Grupo, com os vereadores Fred Machado (SDD) e Rafael Diniz (PPS), protestou contra os velhos argumentos e cobrou mais transparência.

Fim do jogo? - Em seu blog (aqui), o advogado José Paes Neto informa que no próximo dia 05 de novembro termina a validade do concurso público. Até o presente momento, nenhum dos 29 candidatos aprovados foi convocado para tomar posse, apesar de inúmeras decisões judiciais determinando a nomeação.  ”A comissão criada para apurar os eventuais e inexistentes problemas do concurso até hoje, apesar do fim do prazo inicialmente concedido, não apresentou relatório conclusivo. Apenas os vereadores Rafael Diniz e Fred Machado, para cumprimento das suas atribuições, apresentaram relatório paralelo, apontando a inexistência de empecilhos para convocação dos aprovados. Nos próximos dias, a Câmara inaugurará sua escola de gestão. Diante disso, indaga-se: Quem serão os servidores que atuarão nesse novo órgão?” indagou José Paes.

Oposição protesta e presidente tenta se explicar - Durante a sessão de ontem (29)  o vereador Rafael Diniz (PPS) voltou a cobrar uma posição sobre os aprovados do concurso da Câmara. “São muitas perguntas e poucas respostas. Os concursados merecem respeito”, disse Rafael, que ouviu o presidente da Câmara, Edson Batista, colocar a culpa na “gestão passada” e na “ausência de exames e documentos”. A explicação não convenceu. “Respeito o presidente, mas essa Câmara já teve quase dois anos para convocar e não convocou. Além disso, os exames só poderiam ser feitos se os aprovados fossem convocados. Sobre os documentos, eles possuem comprovantes garantindo que entregaram”, completou Rafael Diniz.

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Ponto final — Grito dos rebeldes: “Independência ou Morte”

Independência ou Morte

Os 11 vereadores da base governista que desafiaram o deputado federal Anthony Garotinho (PR) vivem o seguinte dilema: “Independência ou Morte”. Se recuarem agora, após encarar o líder, eles vão entrar na lista dos que devem ser eliminados politicamente na eleição de 2016. Garotinho já fez isso nas últimas eleições, inviabilizando as vitórias dos quem não rezaram corretamente a sua cartilha. Ou seja, nesta etapa do confronto, se não lutarem pela independência, eles correm risco de virar alvo fácil.

Mudando o jogo

Como esta coluna antecipou ontem, Garotinho é um bom jogador de xadrez e precisava de tempo para movimentar as peças. E o primeiro alvo foi exatamente o vereador Miguelito (PP), apontado pela coluna a peça mais vulnerável. Agora, Garotinho precisa de mais dois vereadores para virar o jogo e mandar oito “independentes” para a oposição e inciar uma “faxina” no governo. Até segunda-feira, data da próxima reunião, ele ainda vai jogar o “canto da sereia” e tentar fisgar os parlamentares que estão com a corda no pescoço.

Cartas na manga

Se Garotinho tem cartas na manga e “lenha” para queimar, o grupo independente garante que também tem seus trunfos. O principal deles é a discussão sobre o Orçamento de 2015, estimado em R$ 2,5 bilhões. Com o grupo ao lado da oposição, o governo pode ter dificuldades para aprovar o projeto, que deve ser votado até o dia 15 de dezembro. Além disso, podem cortar o “cheque em branco” que possibilita o remanejamento de 50% do orçamento sem passar pela Câmara ou propor a abertura de uma CPI que envolve laranjas e campanhas eleitorais. Ou seja, o jogo tem muitas possibilidades e nessa hora conta mais o jeito do que a força.

Câmara aplaude Pezão

Para se ter uma ideia do novo clima da Câmara de Campos, até uma moção de aplausos ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que se reelegeu no último domingo, foi aprovada durante a sessão de ontem. Rosáceos que faziam duras críticas ao governador aprovaram o requerimento apresentado pelo vereador Nildo Cardoso (PMDB) sem reclamar. Para não ficar feio e mostrar serviço ao chefe, o presidente da Câmara, Edson Batista (PTB) pediu para que “todos os outros eleitos da região” também fossem aplaudidos.

Publicado hoje na Folha

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Ação que pede a cassação do diploma de Roberto Henriques na pauta do TRE

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) marcou para o próximo dia 3, a partir das 18h, o julgamento da ação 7569.30.2014.6.1940, que tem como o réu o deputado Roberto Henriques (PSD). A informação foi publicada pelo jornalista Roberto Barbosa (aqui) e a pauta está disponível no site do TRE (aqui). Henriques é acusado, entre outras coisas, de abuso dos meios de comunicação, em função do suposto uso de um jornal na cidade de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, como instrumento de campanha antes do prazo. O parlamentar é alvo de uma ação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) que pede a cassação de seu registro de candidatura e a inelegibilidade por oito anos.

Temporada de cassações - O processo de Henriques tem como relator o desembargador Alexandre Mesquita, considerado linha dura. De acordo com Roberto Barbosa, “pode ser que não haja motivos para susto, mas tem muita gente angustiada em passar na porta do TRE, porque está por vir uma temporada de cassações”.

O blog “Na Curva do Rio”, da jornalista Suzy Monteiro informou em setembro (aqui) sobre a ação do MP Eleitoral que pede a inelegibilidade de Roberto Henriques. Posteriormente, a jornalista chegou a publicar uma lista com os principais réus de 16 ações de investigação judicial eleitoral (AIJE) com pedido de cassação de registro e inelegibilidade. Confira:

  • Anthony Garotinho (cinco): abuso de poder (Caravanas da Paz, evento de campanha ilegal e uso de centro cultural com fins eleitoreiros) e uso indevido de meio de comunicação (promoção pessoal nos jornais Regional e Agora)
  • Luiz Fernando Pezão (três): abuso de poder político e conduta vedada (reajustes eleitoreiros e propaganda oficial ilícita no Twitter e em canteiros de obras)
  • Lindbergh Farias (duas): abuso de poder (Caravana da Cidadania e evento de campanha ilegal)
  • Roberto Henriques (uma): uso indevido de meio de comunicação (promoção pessoal no jornal Repórter)
  • Bebeto (uma): abuso de poder (uso de centro social)
  • Cidinha Campos (uma): abuso de poder político e conduta vedada (propaganda oficial ilícita em site do governo)
  • Daniele Guerreiro (uma): uso indevido de meio de comunicação (promoção pessoal em jornal Panorama)
  • Fatinha (uma): abuso de poder (uso de centro social)
  • Gustavo Tutuca (uma): abuso de poder econômico e uso indevido do meio de comunicação (promoção pessoal em informativo Prestando Contas)

 

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Miguelito já pulou?

Uma fonte do blog informa que o vereador Miguelito (PP) foi o primeiro a abandonar o grupo que bateu de frente com o deputado federal Anthony Garotinho (PR). Após uma conversa com o líder, Miguelito teria mudado de ideia. Sem Miguelito, os “rebeldes” agora são 10. Agora a Câmara se divide da seguinte forma: 11  vereadores na bancada governista, 10 na bancada independente e 4  na oposição.

A coluna “Ponto Final” de hoje (29) avisou que o primeiro alvo (e mais fácil) seria Miguelito. Tudo indica que as próximas conversas devem ser com os vereadores Genásio (PSC) e Neném (PTB).

“Não sou um vereador de m…” - Em abril, Miguelito soltou os bichos na tribuna da Câmara. Revoltado com os comentários após ele ter sumido do plenário durante uma sessão, ele disparou: “Não estou aqui de brincadeira, não sou um vereador de merda”.

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“Rolo compressor” rachado e mais uma vaca indo para o brejo

Charge do José Renato publicada no blog “Opiniões”

Em fevereiro do ano passado, logo nas primeiras sessões da atual legislatura, a coluna Ponto Final publicou nota (aqui) informando que a Câmara de Campos contava com duas bancadas governistas. O final da nota alertava:  ”com uma oposição reduzida, o único risco para a situação é um embate com a própria situação”.

Bancada “independente” - Dois meses depois, em abril, o blog “Opiniões”, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa, publicou nota sobre o surgimento de uma bancada independente, formada pelos vereadores: AlexandreTadeu (PRB), Thiago Virgílio (PTC), Dayvison Miranda (PRB), José Carlos (PSDC) e Álvaro César (PMN). O vereador Jorge Magal (PR), também era apontado como um possível membro.

Reunião com o líder - Em maio foi a vez do deputado federal Anthony Garotinho (PR) se reunir com os vereadores e mandar um recado: “Ajudei vocês na eleição e agora é a vez de ser ajudado” (aqui). Na ocasião, ele conseguiu acalmar os ânimos.

Anthony deu e vereadores não desceram – Depois de toda a polêmica, a Prefeitura de Campos iniciou uma reforma administrativa, em maio de 2013, e abrigou os “independentes”. Na ocasião, o blog “Opiniões” resumiu o acerto da seguinte maneira: “Ao fim e ao cabo, a ‘independência’ desse pessoal sempre dependeu única e exclusivamente daquilo que o blog resumiu aqui: ‘Ou dá, ou desço!’. Assumindo o papel da esposa, Anthony deu e os vereadores não desceram. Simples assim!”.

“Rolo” rachado - A lua de mel entre os “independentes” e Garotinho durou um ano e três meses. Em agosto deste ano, tendo em vista a disputa pela presidência da Câmara, o “rolo compressor” começou a se dividir novamente (aqui), com um grupo querendo reeleger Edson Batista (PTB) e derrubar Paulo Hirano (PR), que estaria disposto a comandar a Casa. Com Garotinho focado na disputa pelo governo do estado, a prefeita Rosinha entrou em ação e barrou o movimento.

Novo “rolo compressor” - Agora, após a derrota de Garotinho nas urnas, a história é outra. A bancada “independente”, que em 2013 contava com sete nomes, ganhou três reforços, flerta com os quatro da oposição, e já assombra o líder. No momento, o “rolo compressor” mais forte da Câmara é formado por: Genásio (PSC), Jorge Magal (PR), Gil Vianna (PR), Albertinho (Pros), Alexandre Tadeu (PRB), Dayvison Miranda (PRB), Thiago Virgílio (PTC), Neném (PTB), José Carlos (PSDC), Álvaro César (PMN) e e Miguelito (PP). Ciente da força do novo grupo, Garotinho costura acordos nos bastidores para tentar enfraquecer os “rebeldes”.

Com tantas “vacas” indo para o brejo em 2014, Garotinho sabe que perder a Câmara seria um grande risco. E o que mais o atormenta é saber que foi o seu “pasto” que engordou a “vaca”.

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Magal: “Não pode usar e depois jogar fora”

Após o anúncio do “racha” no “rolo compressor”, divulgado pelo blog Opiniões (aqui) e na coluna Ponto Final (aqui), a Câmara de Campos iniciou uma sessão na manhã desta quarta-feira marcada pela tensão. Os vereadores Jorge Magal (PR), Zé Carlos (PSDC) e Genásio (PSC) não refrescaram o governo Rosinha e protestaram contra a demissão de funcionários do CCZ. Eles informaram, inclusive, que alguns demitidos estariam com problemas de Saúde. “Não pode usar e depois jogar fora”, disparou Magal. Além disso, chamaram a prova do CCZ de “fajuta”.

O vereador Paulo Hirano (PR), líder do governo na Câmara, ainda tentou argumentar, mas diante do novo “rolo compressor”, ele achou melhor não esquentar ainda mais o debate. “Respeito o vereador Paulo Hirano, mas não vou aceitar que ele venha aqui e fique jogando papel picado no ventilador. O que estamos buscando são soluções”, disse Magal.

Guerra fria - O que se viu durante a sessão de hoje foi uma “guerra fria”, com o novo “rolo compressor” mostrando as garras. Porém, não houve confronto direto. Nos momentos mais tensos os vereadores acharam melhor deixar a roupa suja para lavar em uma outra ocasião.

* Daqui a pouco, mais informações 

Atualização no texto

 

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“Verão da Família” sem gastança?

Tudo indica que o “Verão da Família”, que nos últimos anos ganhou o apelido de “Verão da Gastança”, vai ser bem “pé no chão” em 2015. Com tantos pagamentos pendentes, uma nova filosofia deve ser implantada pela Prefeitura de Campos. Shows de artistas como Luan Santana e Thiaguinho, que juntos levaram quase meio milhão em 2014, devem ser trocados pelas pratas da casa. Gastos exorbitantes com buffet, camarim, hospedagem, banheiros químicos e palcos, também estão na mira.

Um nome ligado ao grupo comentou hoje (28) nos bastidores: “É hora de ser mais criativo e esbanjar menos”.

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Ponto final — Lula, Garotinho e a voz das urnas

Voz das Urnas (I)

Dizem que a vitória é embriagadora e ensina pouco. Porém, após vencer a eleição mais apertada da história do Brasil, o ex-presidente Lula parece disposto a ouvir a voz das urnas e tirar lições. Inclusive, elencou suas metas para 2015: aprovar a reforma política e renovar os quadros do seu partido. Em conversa com aliados, Lula analisou: “Quem votava na Dilma continuou votando. Quem votava no Aécio continuou votando. Quem não sabia em quem votar acabou decidindo não votar em ninguém”.

Voz das Urnas (II)

Nos últimos anos, assim como a maioria dos partidos, o PT contou com poucas novidades. Nomes promissores, como o senador Lindberg Farias, que disputou o governo do Rio, e o ex-ministro Alexandre Padilha, que disputou o governo de São Paulo, não decolaram na eleição deste ano. Apontado como o principal nome do partido para a disputa pela presidência em 2018, quando vai estar com 73 anos, o ex-presidente Lula sabe que, mais do que “postes”, o PT precisa de quadros novos e com luz própria.

Voz das Urnas (III)

Em Campos, o deputado federal Anthony Garotinho (PR), que ficou fora do segundo turno e viu o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) vencer Marcelo Crivella (PRB) em sua terra natal, também deve estar pensando na necessidade de renovação e reestruturação. Vendo o fortalecimento da oposição, o ex-governador deve voltar para a sua “trincheira” e iniciar um processo de oxigenação do seu grupo visando as eleições de 2016.

Amnésia

Na reta final da campanha a prefeita Rosinha Garotinho (PR) defendeu o voto na presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou que o voto em Aécio Neves (PSDB) colocaria em risco as parcerias do governo federal com o município de Campos. Ontem (27), durante participação no programa Folha no Ar, o vereador Marcão (PT), que faz oposição ao governo Rosinha, elogiou o reconhecimento da prefeita sobre as parcerias, mas não deixou de alfinetar. “Na eleição municipal se aliam ao PSDB e criticam o PT, mas pelo menos agora reconheceram as parcerias”.

Desempenho

Pezão venceu, e muito bem, nos municípios da região. O peemedebista conquistou mais de 65% dos votos válidos em 13 cidades: Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Cardoso Moreira, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São José de Ubá e Varre-Sai. Para alcançar esse número, é preciso levar em consideração que a maioria dos prefeitos dessas cidades apoiou e participou da campanha do peemedebista. No município de Varre-Sai Pezão recebeu impressionantes 88,16% dos votos válidos.

Por aqui

Em todo o Norte e Noroeste Fluminense, o candidato eleito do PMDB só perdeu em três municípios: Carapebus, Conceição de Macabu e Macaé. Nos três casos, Pezão tinha o apoio dos prefeitos. Em Macaé, Dr. Aluízio (PV) era o coordenador da campanha do peemedebista, mas não conseguiu conquistar a maior parte do eleitorado municipal. Marcello Crivella (PRB) abocanhou a maioria dos votos tanto no primeiro, como no segundo turno.

Derrota em dobro

Na cidade de Carapebus o apoio do prefeito também não foi o suficiente para garantir a vitória de Pezão a nível municipal. Mesmo filiado ao PRB, o prefeito Amaro Fernandes participou da campanha de Pezão desde o primeiro turno, mas não garantiu a vitória. No primeiro turno venceu Anthony Garotinho (PR) e no segundo, Crivella. Esse mesmo resultado as urnas mostraram em Conceição de Macabu.

Boas novas

A Hyundai está mesmo de olho no TX-2 do Porto do Açu, uma parte essencial do projeto que foi interrompida na gestão do empresário Eike Batista e que abriu uma enorme crise neste investimento e em outros do chamado Grupo X. É justamente a área do estaleiro e da chamada oficina offshore, que está parada. As negociações estariam bem adiantadas para a Hyundai assumir todo esse setor.

Publicado na Folha

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